sábado, 3 de agosto de 2013

RETORNO - POEMA DE FRANCISCO DELIANE




RETORNO


A rosa empalideceu, desidratou-se,

Sobre o criado mudo onde foi deixada 

Perdeu a cor, despetalou-se, morreu.

Testemunha extinta dapaixão inacabada.



A rosa, quieta e silente, inodora ficou.

O tempo inexorável extinguiu a rosa

Mas a memória enérgica da rosa resiste, 

Não é matéria, é consciência, é só lembrança.



Na vida tambémo amor assim como a rosa se esvai.

A rosa perdeu o brilho, entristecida por haver sido deixada, 

A dor a fez empalidecer, a tornou murcha, inodora e desidratada.



Na angustia dolorida do viver, porém,

O amorquando é amor, ainda que, esfacelado, insano...



Não desiste, singelamente resiste esperando a hora de voltares.