terça-feira, 16 de julho de 2013

DÚVIDA



DÚVIDA

Sua maneira de ser eu não entendo

Como pode ser assim tão antagônica

Ama, de igual forma o beija flor e o verme,

Entrega-se aos dois em um só tempo,

Com toda sua pujança, à tarde se delicia

Com o rufar das asas do seu colibri

Mas a noite é com o verme que se deita

Mas quem há de julgar esta mulher

Se dois homens se confundem quando ama

Sem pejo, se entrega a mais de um homem,

Se a loucura do amor a faz sofrer,

Não julgueis então esta mulher, deixai-a

Com atroz dúvida em sua mente poluta,

Por não conseguir saber se é santa...

Ou simplesmente puta.